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Quando é hora de fazer uma colonoscopia?

Ems e tratando de prevenção da saúde masculina, a próstata costuma ocupar quase todo o espaço da conversa. Mas o intestino também merece atenção, especialmente a partir dos 45 anos.

16/08/2026 às 21h39
Por: Escola da Paternidade
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Imagem: Aja Koska via Getty Images - No Brasil, o câncer colorretal registra mais de 10 mil mortes anuais em homens. Projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer apontam um crescimento expressivo de óbitos pela doença nas próximas décadas, com a
Imagem: Aja Koska via Getty Images - No Brasil, o câncer colorretal registra mais de 10 mil mortes anuais em homens. Projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer apontam um crescimento expressivo de óbitos pela doença nas próximas décadas, com a

Existe uma espécie de roteiro conhecido quando o assunto é saúde do homem. Chega uma determinada idade e começam as conversas sobre próstata, PSA e acompanhamento com o urologista. É importante, claro. Mas existe outro exame preventivo que muitas vezes fica em segundo plano: a colonoscopia.

O câncer colorretal, que pode atingir o cólon e o reto, está entre os tipos de câncer mais comuns. E existe uma característica importante nesse caso: o rastreamento não serve apenas para tentar encontrar um câncer que já apareceu. Alguns exames, como a colonoscopia, também podem identificar pólipos que podem ser retirados durante o procedimento, ajudando a prevenir o desenvolvimento da doença.

Por isso, quando um homem começa a pensar mais seriamente em prevenção, a pergunta não deveria ser apenas "quando preciso fazer o exame da próstata?". Talvez também seja hora de perguntar ao médico quando é indicado começar o rastreamento do câncer colorretal.

Aos 45 anos já é hora de conversar sobre isso?

Para adultos com risco habitual e sem sintomas, a recomendação da U.S. Preventive Services Task Force é iniciar o rastreamento do câncer colorretal aos 45 anos e mantê-lo até os 75. A colonoscopia é uma das opções, geralmente repetida a cada dez anos quando o resultado é normal, embora existam outras estratégias de rastreamento, como testes de fezes.

A idade, porém, não conta toda a história.

Um homem que tem familiares próximos com câncer colorretal, histórico pessoal de pólipos ou determinadas doenças intestinais pode precisar começar o acompanhamento mais cedo ou seguir um intervalo diferente. Nesses casos, a decisão não deve ser tomada simplesmente olhando para o calendário, mas considerando o risco individual.

Também é importante lembrar que essas recomendações são voltadas ao rastreamento de pessoas sem sintomas. Se um homem apresenta sangue nas fezes, mudança persistente no hábito intestinal, anemia sem causa conhecida, perda de peso inexplicada ou outros sinais que preocupem o médico, não se trata mais simplesmente de decidir quando começar um exame preventivo. É preciso investigar a causa.

Mas por que a colonoscopia é tão importante?

A colonoscopia permite que o médico examine diretamente o revestimento interno do intestino grosso usando uma câmera. Durante o exame, podem ser encontrados pólipos e outras alterações que precisam ser avaliadas.

Um dos grandes benefícios está justamente na possibilidade de retirar determinados pólipos durante o procedimento e enviá-los para análise. Dessa maneira, a colonoscopia pode atuar não apenas na detecção de alterações, mas também na prevenção de alguns casos de câncer colorretal.

Isso ajuda a entender por que o exame não deveria ser lembrado apenas quando existe algum sintoma.

Prevenção é justamente agir antes de aparecer um problema maior.

E talvez seja aí que esteja uma das maiores dificuldades quando falamos de saúde masculina. Muitos homens procuram atendimento quando alguma coisa já está incomodando, mas têm mais resistência a consultas e exames realizados simplesmente para verificar se está tudo bem.

O exame não é agradável. Mas isso não deveria ser motivo para adiá-lo

Existe um motivo bastante concreto para muitos homens evitarem a colonoscopia: a preparação.

Antes do exame, é necessário realizar uma limpeza do intestino, seguindo uma dieta e utilizando a preparação indicada pela equipe médica. O procedimento também costuma ser realizado com sedação, de acordo com a avaliação do serviço e do paciente.

Não é exatamente o tipo de programa que alguém costuma colocar na agenda com entusiasmo.

Mas a prevenção raramente depende de fazer apenas aquilo que é confortável.

O mais importante é conversar com o gastroenterologista ou outro médico responsável pelo acompanhamento e entender se a colonoscopia é indicada para aquele caso, qual preparação será necessária e quais são as alternativas de rastreamento disponíveis.

Também existem riscos associados à colonoscopia, embora sejam considerados baixos. Sangramento e perfuração estão entre as possíveis complicações, e a decisão sobre realizar o exame deve considerar idade, histórico, riscos individuais e benefícios esperados.

A saúde do pai também faz parte da paternidade

Existe uma razão para esse assunto fazer parte de uma revista dedicada à paternidade.

Quando um homem tem filhos, cuidar da própria saúde deixa de ser apenas uma questão individual. Não porque ele tenha a obrigação de permanecer saudável a qualquer custo, mas porque sua presença também faz parte da história daquela família.

Um pai que acompanha o crescimento dos filhos, participa da rotina e constrói memórias com eles precisa também encontrar espaço para cuidar de si.

Isso inclui alimentação, atividade física, sono, saúde mental, consultas médicas e exames preventivos.

Não significa viver em estado de alerta ou fazer todos os exames possíveis. Significa conhecer os principais riscos relacionados à própria idade e conversar com profissionais de saúde para entender quais cuidados realmente fazem sentido.

A prevenção também precisa fazer parte da cultura da paternidade.

Não espere sentir alguma coisa para cuidar

Talvez essa seja a principal mensagem.

Homens costumam ser incentivados a procurar atendimento quando alguma coisa dói, incomoda ou impede que continuem suas atividades. Mas exames de rastreamento têm justamente outra lógica: alguns problemas podem ser identificados antes que provoquem sintomas.

No caso do câncer colorretal, a idade é um dos principais fatores de risco, e a incidência aumenta com o avanço da idade. Homens também apresentam taxas mais elevadas da doença do que mulheres em algumas populações.

Isso não significa que todo homem de 45 anos precise obrigatoriamente fazer uma colonoscopia. Significa que, a partir dessa idade, vale conversar com o médico sobre o rastreamento do câncer colorretal e decidir qual estratégia é mais adequada.

A próstata merece atenção. O intestino também.

E talvez a melhor forma de cuidar da saúde masculina seja parar de esperar que o corpo dê um sinal de que alguma coisa está errada para começar a prestar atenção nele.

Cuidar da própria saúde também é uma maneira de cuidar dos filhos.


Em resumo

Para homens de risco habitual e sem sintomas, o rastreamento do câncer colorretal costuma ser recomendado a partir dos 45 anos. A colonoscopia é uma das opções, mas não a única. O intervalo e o método mais adequado dependem do histórico individual e da orientação médica.

Homens com histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos, doenças inflamatórias intestinais ou outros fatores de risco podem precisar de uma estratégia diferente e devem conversar com o médico.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica individual.


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